No momento, você está visualizando STJ proíbe recusa automática de Seguro Garantia em execuções fiscais

STJ proíbe recusa automática de Seguro Garantia em execuções fiscais

Decisão com efeito vinculante reforça a segurança jurídica e amplia o uso do Seguro Garantia em disputas tributárias.

O mercado segurador brasileiro teve um avanço relevante com decisão recente do Superior Tribunal de Justiça.

Conforme comunicado oficial publicado em 10 de março de 2026, a Primeira Seção do Tribunal fixou entendimento que proíbe a recusa automática do Seguro Garantia e da fiança bancária em execuções fiscais.

A decisão foi relatada pela ministra Maria Thereza de Assis Moura, que destacou que o Seguro Garantia e a fiança bancária favorecem tanto o devedor quanto o credor.

A tese foi definida no julgamento do Tema 1.385 dos recursos repetitivos, com efeito vinculante para todos os tribunais e juízes do país.

O que muda com a decisão

O STJ estabeleceu que o Seguro Garantia e a Fiança Bancária não podem ser recusados automaticamente com base na ordem legal de penhora prevista na Lei de Execução Fiscal.

Segundo o STJ, o uso dessas garantias favorece ambas as partes: para o devedor, evita a imobilização imediata de recursos; para o credor, assegura o recebimento por meio de instituições reguladas.

Na prática:

  • A Fazenda Pública não pode mais negar essas garantias de forma automática
  • Eventuais recusas devem ser justificadas
  • A análise passa a ser feita pelo juiz da execução

Esse entendimento corrige uma interpretação restritiva que vinha sendo aplicada em diferentes instâncias.
O ministro Benedito Gonçalves reforçou que eventuais recusas devem ser devidamente fundamentadas e analisadas pelo juiz, não sendo legítima a rejeição imotivada dessas garantias.

Por que essa decisão é relevante

A decisão traz mais previsibilidade para empresas que utilizam garantias em disputas fiscais.

Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN):

  • R$ 273 bilhões estão garantidos por seguro ou fiança
  • R$ 37 bilhões estão em depósitos judiciais

Evidenciando a relevância crescente dessas modalidades no sistema de recuperação de crédito.

Ou seja, o mercado já utilizava amplamente essas soluções, agora com respaldo jurídico consolidado.

Impacto para as empresas

O principal efeito é financeiro e operacional.

Com o Seguro Garantia, as empresas:

✔ Evitam imobilização de capital em depósitos judiciais
✔ Preservam fluxo de caixa
✔ Mantêm capacidade de investimento
✔ Reduzem impacto financeiro durante disputas tributárias

Além disso, a decisão reforça o princípio da menor onerosidade ao devedor, previsto no Código de Processo Civil.

O que muda na prática

A partir dessa decisão:

📌 O Seguro Garantia ganha maior segurança jurídica
📌 A recusa automática deixa de ser válida
📌 O uso da garantia se torna mais previsível
📌 Empresas passam a ter mais segurança na estratégia jurídica

Fale com a Impactare

O Seguro Garantia se consolida como uma ferramenta estratégica para gestão financeira e jurídica das empresas.

A Impactare acompanha de perto os movimentos do mercado e pode apoiar sua empresa em:

✔ Estruturação de Seguro Garantia
✔ Análise de viabilidade em execuções fiscais
✔ Otimização de garantias financeiras
✔ Apoio técnico na tomada de decisão

Se sua empresa já utiliza ou avalia o uso dessa solução, este é o momento ideal para revisar sua estratégia. Fale com um especialista da Impactare!

📞 Clique aqui para falar com um especialista

📩 Ou envie um e-mail para: comercial@impactareseguros.com.br